Crise vai, crise vem

A saída do ministro Antonio Palocci resolveu, sem dúvida, um problema político imediato para a presidente Dilma Roussef, que será sucedido por outro de bom tamanho. Vai-se uma crise, chega outra.

 

Palocci era, sem dúvida, o personagem forte de um governo hesitante e fraco do ponto de vista político e administrativo. Até a convulsão que envolveu a si próprio, exercia o papel de primeiro-ministro. Versado nas questões da administração federal e hábil nas negociações políticas, tinha  liderança dentro do PT e desfrutava de relações próximas com Lula — virtual tutor da presidente e, ao mesmo tempo, seu potencial causador de enxaqueca política  até 2014.  Lula sempre o levou muito em conta nos assuntos de governo.

 

O PT não dispõe de ninguém para substituir Palocci nas funções que exercia. A senadora Gleisi  Hoffmann (PT-PR), certamente, não terá essa pretensão. Fernando Henrique e Lula (principalmente depois do mensalão) não precisavam de um primeiro-ministro. Dilma, sim. E agora?

Veja Também

Artigo: Senado Federal: Penúltimo Ato

O Estado de S. Paulo, 12 de maio de 2016 No inferno, os lugares mais escuros estão reservados aos que, em momentos de grande crise moral, mantiveram-se neutros. (John Kennedy,…

A democracia da competência

Estadão em 10/11/2011 É preciso profissionalizar o estado brasileiro. Para isso é necessária a tal “vontade política”, que é a disposição para mudar o que está errado. Mas só ela…

Artigo no Estadão: “Fumus boni iuris”

Fumus boni iuris Espero que prevaleça no STF a fumaça do bom Direito, contra as males do cigarro O Estado de S.Paulo 28 de setembro de 2017 “Em 1898, em…