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	<title>Arquivos Educação | José Serra</title>
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	<title>Arquivos Educação | José Serra</title>
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		<title>Senado aprova auxílio-creche para famílias de baixa renda; projeto de Serra segue para a Câmara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 23:56:13 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Senado aprovou, nesta quarta-feira (3), projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que permite aos municípios e ao Distrito Federal proporcionar um auxílio financeiro às famílias de baixa renda a fim de matricularem crianças de zero a cinco anos em creches não-governamentais. A autorização é válida apenas quando não houver vagas suficientes nas instituições públicas.  O <a href="http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/134730">PLS 466/2018</a> segue agora para a Câmara dos Deputados.</p>
<p>De acordo com o projeto, os prefeitos ficam autorizados a criar o programa, desde que existam recursos disponíveis. O auxílio é destinado a famílias de baixa renda que tenham crianças de zero a cinco anos de idade que não estejam matriculadas em creches da rede pública ou conveniada. Só estarão aptas a receber o benefício as famílias cujos pais não recebem nenhum tipo de auxílio-creche ou pré-escolar das empresas em que trabalham.</p>
<p>O senador José Serra salientou que 34% das crianças entre zero e três anos não frequentam estabelecimentos de educação infantil porque não há vagas. Para ele, o principal objetivo do projeto é combater o círculo vicioso da pobreza. “Disso é que se trata: criança fora de creche, criança com escola deficiente e de família pobre, será pobre quando adulta. Isso cria o chamado círculo em que a pobreza gera pobreza. Essa medida está inscrita nesse contexto, do combate ao círculo vicioso da pobreza”, afirmou.</p>
<p>Senadores que já foram prefeitos, como Vanderlan Cardoso (PP-GO), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Simone Tebet (MDB-MS), lembraram as dificuldades que enfrentaram para atender à necessidade de vagas em creches. Para eles, o projeto é positivo, já que possibilita aos prefeitos atenderem as famílias carentes com a segurança jurídica de não enfrentar processos por isso.</p>
<p>“O prefeito estará isento de qualquer ação judicial porque estará respaldado por uma lei federal, aprovada pelo Congresso. Este é o nosso dever, é a nossa obrigação”, defendeu Simone Tebet, ao lembrar que o projeto não cria novas despesas obrigatórias aos municípios.</p>
<p>A relatora, senadora Rose de Freitas (Pode-ES), agradeceu as falas dos colegas e afirmou que o projeto contempla famílias que precisam da atenção pública e é uma parte importante da agenda de projeto que beneficiam as mulheres.</p>
<p><strong>Transparência – </strong>O texto ainda determina que, se houver carência de vagas nas unidades públicas ou conveniadas de educação infantil, os sistemas de ensino terão que divulgar, a cada ano letivo, pela internet, os critérios adotados para a matrícula, assim como a lista de espera dos interessados, com ordem de classificação e o cronograma para as chamadas seguintes.</p>
<p>Para José Serra e Kátia Abreu (PDT-TO), a divulgação dessa lista de espera pode coibir práticas como a troca de vagas por votos ou os favores políticos, que fazem com que pessoas que esperam há mais tempo acabem ficando sem vagas.</p>
<p>“Assim, todos saberão que, de verdade, o recurso público está sendo usado com aqueles que precisam, as mães pobres que não têm com quem deixar seus filhos. Existem instrumentos tecnológicos, hoje, plataformas de TI muito simples à disposição de prefeitos para implementar a lista honesta daqueles que precisam e obedecer à fila democraticamente”, destacou Kátia Abreu.</p>
<p>O valor do auxílio será determinado pelo prefeito e não poderá consumir recursos já destinados à educação básica pública. Poderá ser reajustado anualmente pelo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O texto não torna obrigatória, mas apenas apresenta a possibilidade de reajuste. Para a obtenção do auxílio, é preciso que os pais comprovem o pagamento mensal da creche privada.</p>
<p><em>*Com informações da Agência Senado</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Artigo: O MEC deve desculpas aos estudantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 16:48:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Estado de S. Paulo, 28 de março de 2013</em></p>
<p>Estamos assistindo a um espetáculo que mostra o improviso, a incúria técnica e o desrespeito com que o Ministério da Educação (MEC) decide a sorte de milhões de estudantes Brasil afora. Provas de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que valem 50% do exame, vieram a público, numa reportagem de O Globo: textos com erros ortográficos clamorosos, como enchergar, rasoavel e trousse, mereceram a nota máxima, de 1.000 pontos.</p>
<p>Um candidato entediado e brincalhão resolveu incluir um parágrafo ensinando como se prepara macarrão instantâneo. Atribuíram-lhe 560 pontos &#8211; 56% de eficiência. Outro redigiu quatro parágrafos. O segundo e o terceiro transcreviam o belo hino do meu querido e ora sofrido Palmeiras. Uma beleza em si, que estava, no entanto, fora do lugar. Só o primeiro e o último aludiam ao tema proposto, com conteúdos praticamente idênticos. Mesmo assim, ganhou 500 pontos &#8211; ou 50% da prova. Quantos horrores não se repetiram em milhões de provas?</p>
<p>O MEC ainda tentou justificar o desatino na atribuição das notas. Nas redes sociais, as milícias ou os mercenários petistas tentavam justificar os critérios e davam curso a teorias conspiratórias: os críticos estariam querendo pôr fim ao Enem. O exame, como evidencia a história, foi criado pelo ministro Paulo Renato Souza, no governo FHC, para avaliar a eficácia do ensino médio e, então, propor ações para elevar a sua qualidade, que sabemos, no mais das vezes, sofrível. Partiu do próprio Paulo Renato a diretriz para que faculdades e universidades passassem a incorporar, de forma descentralizada e autônoma, o desempenho dos estudantes no Enem entre seus critérios de seleção. Em 2002, 340 instituições já o faziam. Coube ao então ministro Fernando Haddad dar uma resposta simples e errada a um problema difícil: a transformação do Enem no maior vestibular do mundo ocidental. Isso sob o pretexto de que iria acabar com&#8230; a angústia do vestibular!</p>
<p>Sem que houvesse infraestrutura adequada e saber acumulado para tanto &#8211; até hoje o MEC não dispõe de um banco de questões digno desse nome -, o governo petista decidiu que o Enem funcionaria como prova de seleção para o ingresso dos estudantes nas universidades federais. Os desastres sucederam-se: quebras de sigilo, problemas de impressão, ideologização do exame, arbitrariedade na correção das redações&#8230; Tudo isso concorreu, na verdade, para aumentar a angústia dos estudantes, aquela com que pretendiam acabar. O Enem transformou-se, assim, numa grande máquina discricionária, de deboche, que aprova ou reprova alunos segundo a vontade de uma burocracia que não é técnica, não é lógica nem é transparente.</p>
<p>No ano passado assistimos a uma revolta dos estudantes com as notas atribuídas às redações &#8211; que decidem, mais do que qualquer prova, a sorte dos candidatos. Já era patente que algo de muito errado ocorria nessa área. E neste ano somos confrontados com o descalabro. Ao menos uma parte dos corretores nada corrigiu. É plausível que nem tenha lido os textos na íntegra. Pior: um dos maiores vestibulares da Terra não dispõe da tecnologia necessária para avaliar a qualidade da correção.</p>
<p>Ora, um exame dessa natureza e com tais características exige uma sofisticada tecnologia de aferição da qualidade do próprio processo. Afinal de contas, trata-se da vida de milhões de estudantes. É razoável &#8211; com z e acento agudo &#8211; supor que o Enem se transformou numa máquina de selecionar pessoas segundo critérios arbitrários. O exame que deveria servir às reformas no ensino médio se transformou num mau diagnóstico e num vestibular incompetente.</p>
<p>É uma tolice e uma mentira afirmar que os críticos querem pôr fim ao Enem. Até porque, reitere-se, ele não foi criado pelos governos petistas. Como não foi o Bolsa-Família, que eles também herdaram. Mas o PT tem a vocação e o talento para se adonar de propostas e programas que não são originalmente seus e depois anunciar que estão sob ameaça. Tenta transformar a crítica à sua inépcia gerencial em sabotagem.</p>
<p>Para corrigir erros e desvios é preciso admitir a existência do problema, ter uma vontade de acertar maior do que a arrogância, ser dotado de uma honestidade intelectual maior do que a propensão ao embuste e ter uma disposição para trabalhar maior do que a preguiça. Chamados a dar uma explicação para as barbaridades que vieram à tona, os técnicos responsáveis pelo Enem, sob o comando do ministro Aloizio Mercadante, criaram teorias mirabolantes. Chegou-se mesmo a dizer que os textos estavam absolvidos, pois Miojo e Palmeiras não desrespeitam os direitos humanos&#8230;</p>
<p>Um dos fundamentos dos direitos humanos é a igualdade das pessoas perante a lei e o respeito ao mérito de cada uma. Se começa a ficar claro que a prova que vale 50% do exame que decidirá o ingresso ou não de um estudante na universidade sofre a mais escancarada arbitrariedade, se o instrumento que vai hierarquizar a fila dos candidatos a uma vaga depende menos do desempenho de cada um do que dos bons ou dos maus bofes do corretor, se os estudantes têm fraudadas suas expectativas e violada sua esperança de uma avaliação justa, então, pode-se afirmar que estão sendo agredidos os direitos fundamentais dos postulantes &#8211; que direitos humanos são, a menos que o ministro da área consiga provar irrevogavelmente o contrário.</p>
<p>Em vez de oferecer explicações esfarrapadas, o MEC precisa pedir desculpas a milhões de estudantes brasileiros. Uma das críticas que o petismo faz às universidades públicas paulistas é a de não aderirem ao Enem em seus respectivos vestibulares. Tenho outra proposta: que o MEC, que transformou o Enem num megavestibular, aprenda um pouco com o vestibular dessas universidades, por exemplo. Seria mais prudente e construtivo.</p>
<p><em>Veja outras análises que fiz sobre educação e Enem e estão publicadas neste site: <a href="http://localhost/D4G/joseserra/menos-marketing-mais-qualidade" target="_blank" rel="noopener">Menos marketing, mais qualidade</a>;<a href="http://localhost/D4G/joseserra/reprovado-no-enem" target="_blank" rel="noopener">Reprovado no Enem</a>;  <a href="http://localhost/D4G/joseserra/o-governo-que-nao-comecou" target="_blank" rel="noopener">O governo que não começou</a>; <a href="http://localhost/D4G/joseserra/o-direito-a-norma-culta/" target="_blank" rel="noopener">O direito à norma culta</a>.</em></p>
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		<title>Reprovado no ENEM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 17:11:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estadão, 26 de janeiro de 2012. &#160; O Enem  Exame Nacional do Ensino Médio  foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,reprovado--no-enem-,827448,0.htm">Estadão</a>, 26 de janeiro de 2012.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Enem  Exame Nacional do Ensino Médio  foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte de um esforço para melhorar a qualidade das escolas desse ciclo educacional. Para isso,  precisava de um  instrumento de avaliação do aproveitamento dos alunos ao fim do terceiro ano, com o propósito de subsidiar reformas no sistema. Iniciativas desse tipo também foram adotadas nos casos do ensino fundamental e do universitário. Nada mais adequado do que conhecer melhor o seu produto para adotar as terapias adequadas. O principal benefício para o estudante era avaliar o próprio conhecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Enem é uma prova voluntária e de caráter nacional. As questões são as mesmas em todo o Brasil. Sua expansão foi rápida: até 2002, cerca de 3,5 milhões de alunos já tinham sido avaliados. Note-se que Paulo Renato chegou a incentivar que as universidades levassem em conta o resultado do Enem em seus respectivos processos seletivos. Em 2002, 340 instituições de ensino superior faziam isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda que o PT e seus sindicatos tivessem combatido o Enem, o governo Lula o manteve sem nenhuma modificação até 2008, quando o Ministério da Educação anunciou, pomposamente, que ele seria usado como exame de seleção para as universidades federais, o que acabaria com a angústia de milhões de estudantes ao por fim aos vestibulares tradicionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir dessa data, dados os erros metodológicos, a inépcia da gestão e o estilo publicitário (e só!) de governar, armou-se uma grande confusão: enganos, desperdício de recursos, injustiças e, finalmente, a desmoralização de um exame nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso  ou peneira  para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição! Lançaram-se numa empreitada para extinguir os vestibulares e acabaram criando o maior vestibular da Terra, dificílimo de administrar e evitar falhas, irregularidades e colapsos. A angústia de milhões de candidatos, ao contrário do que anunciou o então ministro, Fernando Haddad, cresceu em vez de diminuir. E por quê?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque a um engano grave se juntou a inépcia. Vamos ao engano. Em 2009, o Enem passou a usar a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados vestibulandos. Infelizmente, recorreu-se à boa ciência para fazer política pública ruim. A TRI mede a proficiência dos alunos e é empregada no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) desde 1995,  prova que não seleciona candidatos &#8211; pretende mostrar o nível em que se encontra a educação,  comparar as escolas e acompanhar sua evolução, para orientar as políticas educacionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como o Enem virou prova classificatória, o uso da TRI, que não confere pontos aos alunos segundo o número de acertos (Teoria Clássica dos Testes  TCT), renovou a angústia. O candidato não tem ideia da pontuação que lhe vão atribuir porque desconhece os critérios do examinador. Uma coisa é empregar a TRI para avaliar o nível dos jovens; outra, diferente, é fazer dela um mistério que decide seu destino. Na verdade, o &#8220;novo&#8221; Enem passou a usar a TRI para, simultaneamente,  selecionar alunos, avaliar o desempenho das escolas, criar rankings, certificar jovens e adultos que não completaram o ensino médio e orientar o currículum desse ciclo. Não há exame no mundo com tantas finalidades discrepantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Teoria Clássica dos Testes não distingue o acerto derivado do chute daquele decorrente da sabedoria. A TRI pode ser mais apropriada como forma de avaliar o nível da educação, mas, como critério de seleção, vira um enigma para os candidatos. Os vestibulares tradicionais, como a Fuvest, costumam fazer sua seleção em duas etapas; uma primeira rodada com testes e uma segunda com respostas dissertativas  que não comportam o chute.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Enem-vestibular do PT concentrou, ainda, na prova de Redação a demonstração da capacidade argumentativa do aluno. Além de as propostas virarem, muitas vezes, uma peneira ideológica, assistimos a um espetáculo de falta de método, incompetência e arbítrio. O país inteiro soube de um aluno da escola Lourenço Castanho, em São Paulo, que recorreu à Justiça e sua nota, de anulada, passou para 880 pontos  o máximo possível é mil. Outro, ao receber uma explicação sobre seus pontos, constatou um erro de soma que lhe roubava 20 pontos. Outros 127 estudantes conseguiram ter suas notas corrigidas. Atentem para a barbeiragem técnica: nos testes, recorre-se à TRI para que o chute não tenha o mesmo peso do acerto consciente, mas o candidato fica à mercê de uma correção marcada pelo subjetivismo e pelo arbítrio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É conhecida também a sucessão de outros problemas e trapalhadas: quebra do sigilo em 2009, provas defeituosas em 2010 e nova quebra de sigilo em 2011. Além disso, os estudantes que, via Justiça, cobram os critérios de correção das redações, costumam receber mensagens com erros grotescos de português. Todos nós podemos escorregar aqui e ali no emprego da norma culta. Quando, porém, um candidato questiona a sua nota de redação e recebe do próprio examinador um texto cheio de erros, algo de muito errado está em curso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se o MEC queria acabar com os vestibulares, não poderia ter criado o vestibular. Se o Enem deve ser também uma prova de acesso à universidade, não pode ser realizado apenas uma vez por ano  promete-se duas jornadas só a partir de 2013. A verdade é que o governo não criou as condições técnicas necessárias para que a prova tivesse esse caráter. A quebra de sigilo em 2011 se deu porque questões usadas como pré-testes foram parar na prova oficial. O banco de questões do Enem não suporta a demanda. O PT se esqueceu de cuidar desse particular no afã de mostrar serviço  um péssimo serviço!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ex-ministro Haddad, antes de deixar o cargo, fingiu confundir a crítica que fizeram a seu desempenho com críticas ao próprio Enem, o que é falso. Talvez seu papel fosse mesmo investir na confusão para tentar apagar as pegadas que deixava. O nosso papel é investir no esclarecimento.</p>
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		<title>A educação e a droga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 14:25:17 +0000</pubDate>
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<p class="small"><em><time>03/06/2011</time></em></p>
</header>
<div class="clearfix">
<p>Franca é uma cidade industrial do interior de São Paulo, relativamente próspera e bem administrada pela prefeitura, como pude comprovar ao longo dos últimos anos. Pois bem, um levantamento simples do Conselho Tutelar de lá mostra a complexidade do problema da droga no Brasil: 40% dos estudantes que largam a escola estão envolvidos com o uso de drogas! Como apontou nesta semana o jornal AGORA, esses jovens têm de 12 a 16 anos, são alunos do ensino fundamental, quase todos usuários do crack. Segundo a presidente do Conselho, o crack tira o adolescente da escola por semanas e, às vezes, não o deixa voltar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O combate à droga prometido pelo governo Lula nunca passou dos anúncios eleitorais. Na prática, pouco ou nada saiu do papel e da publicidade. Qualquer programa sério de enfrentamento da questão deveria envolver pelo menos quatro tipos de ações: repressão ao contrabando  da cocaína, guerra ao tráfico, educação da população e recuperação dos dependentes químicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quero chamar a atenção aqui para a educação. O Brasil faz muito pouco ou nada para educar as pessoas, incluindo nossa juventude, sobre o males da droga. Há experiências interessantes aqui ou acolá, mas sem grande abrangência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando ministro da Saúde, envolvi-me ativamente na educação a respeito dos males do cigarro. Proibimos a publicidade enganosa, fizemos campanhas de TV (numa delas mostrando que o caubói do Marlboro morreu de doença do pulmão causada pelo tabaco) e introduzimos, nos maços de cigarro, fotos sobre as doenças provocadas pelo tabagismo. Ou seja, concentramo-nos na mitigação do desejo das pessoas de começarem a fumar ou continuar fumando. Posteriormente, no governo de São Paulo, proibimos o fumo nos lugares públicos fechados (incluindo bares, restaurantes, lojas, etc.), iniciativa  que se generalizou no país. Tudo isso funcionou: há evidências de que o consumo de cigarros no Brasil pelo menos foi desacelerado, e que se desenvolveu uma cultura antitabagista na sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já passou da hora. É preciso  fazer uma grande ofensiva educacional de combate às drogas que transformam nossos jovens em dependentes químicos: cooperação com ONGs voltadas a esse objetivo;  campanha nas escolas, filmes, cartilhas, esclarecimentos nos jornais, revistas, internet, matérias de rádio e televisão, anúncios como matéria paga, sim, do governo. Campanha intensa e prolongada, inteligente e, acima de tudo, convicta, não envergonhada.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Revolução a passo de tartaruga</title>
		<link>https://www.joseserra.com.br/revolucao-a-passo-de-tartaruga/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=revolucao-a-passo-de-tartaruga</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 May 2011 14:37:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>25/05/2011 A Amazon já está vendendo mais livros eletrônicos do que em papel nos Estados Unidos. A oferta de e-livros (é assim que se traduz e-book?) em português ainda é...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<header>
<p class="small"><em><time>25/05/2011</time></em></p>
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<p>A Amazon já está vendendo mais livros eletrônicos do que em papel nos Estados Unidos. A oferta de e-livros (é assim que se traduz e-book?) em português ainda é limitada mas começa a ficar interessante. Por exemplo, você já acha muita coisa do Machado de Assis e outros clássicos da língua portuguesa em formato digital. E o que é melhor, de graça ou quase. Duvida? É só digitar no Google &#8220;ebook machado de assis&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este é um lado especialmente interessante do e-livro: sem papel para imprimir e transportar, o custo de distribuição é muito baixo. Se também não houver direito autoral a pagar, o custo final para o leitor converge para zero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, todas as obras de domínio público poderão estar disponíveis para baixar de graça da web. Ou seja, distância e custo deixarão de ser obstáculo para se ter acesso a muita coisa que foi publicada no mundo há cinqüenta anos ou mais. E o acesso às obras recentes, com direito autoral, tende a ficar bem mais barato, além de instantâneo. É ou não é uma revolução?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É, para quem tiver acesso a duas coisas: alfabetização e internet. Esse é o bilhete de entrada para a revolução digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alfabetização é assunto para outro post.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesso à internet inclui conexão e um dispositivo de leitura, que pode ser um computador ou leitor de e-livro. O custo do dispositivo já baixou muito, vai baixar mais e paga-se uma vez só. Mas a conexão é um problema: no Brasil ainda é muito cara e de baixa qualidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se quiser embarcar para valer &#8211; isto é, sem deixar ninguém de fora &#8211; na revolução digital, o Brasil precisa tratar da universalização do acesso à internet como um objetivo estratégico. O governo federal reconhece isso, mas não sabe como avançar para o objetivo com a velocidade necessária. Tropeça na ideologia (e na fisiologia). Reinventa o velho: uma empresa estatal sem recursos nem capacidade gerencial para tocar o Plano Nacional de Banda Larga. E retarda o novo: a necessária revisão do marco regulatório das telecomunicações, para adequá-lo à realidade da internet.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Resultado: o plano grandioso de investimento estatal está marcando passo, como aliás quase todos os projetos anunciados com pompa e circunstância eleitoral no ano passado. E os problemas regulatórios mal resolvidos travam os investimentos privados. Desse jeito, em vez de revolução, o que o Brasil pode ter a curto ou médio prazo é a saturação da infraestrutura da internet.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isso não vai impedir os que já estão conectados de baixar e-livros e músicas. Mas vai atrasar a expansão no Brasil do acesso a vídeo pela internet. E vai manter milhões de brasileiros esperando mais do que precisariam para ter acesso a uma conexão de internet, se não boa, ao menos passável.</p>
</div>
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		<item>
		<title>Preconceito linguístico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 May 2011 14:39:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>21/05/2011 Recebi  comentários muito bons, a favor e contra, sobre o  post anterior, em que trato do livro adotado pelo Ministério da Educação para o aprendizado dos jovens-adultos. Leiam um trecho do...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<header><em>21/05/2011</em></p>
</header>
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<p>Recebi  comentários muito bons, a favor e contra, sobre o  post anterior, em que trato do livro adotado pelo Ministério da Educação para o aprendizado dos jovens-adultos. Leiam um trecho do livro, primeiro capítulo, página 15:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Você pode estar se perguntando: Mas eu posso falar os livro?</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima do <strong>preconceito linguístico. </strong>Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as normas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou seja, segundo o livro, tudo bem falar errado, mas a pessoa poderá ser vítima de <strong>preconceito linguístico</strong>. Preconceito envolve discriminação  por exemplo, preconceito racial, sexual, religioso, social. Agora temos também o preconceito linguístico, instrumento de dominação de classe, das classes mais ricas sobre as mais pobres. Você deve falar corretamente apenas para não sofrê-lo. Falar corretamente ou erradamente só depende da ocasião, sustenta a obra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse tipo de abordagem está no livro adotado pelo MEC, e vários autores a endossam.  Sem preconceito, não concordo com ela. E me parece errado que o Ministério da Educação a transforme em doutrina oficial, comprando e distribuindo às escolas públicas esse tipo de orientação pedagógica. Os quase 500 mil exemplares custaram R$ 5 milhões aos cofres públicos.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>O direito à norma culta</title>
		<link>https://www.joseserra.com.br/o-direito-a-norma-culta/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-direito-a-norma-culta</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 May 2011 14:40:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>19/05/2011 Já se escreveu bastante, mas leitores e amigos insistem para que eu aborde o tema do livro que ensina que dá no mesmo dizer os livros ou os livro....</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<header>
<p class="small"><em><time>19/05/2011</time></em></p>
</header>
<div class="clearfix">
<p>Já se escreveu bastante, mas leitores e amigos insistem para que eu aborde o tema do livro que ensina que dá no mesmo dizer os livros ou os livro.</p>
<p>O pensamento e a escrita são livres. O que me espanta é a dificuldade do Ministério da Educação (MEC) para reconhecer que errou ao chancelar o livro, comprá-lo e distribuí-lo para quase 500 mil estudantes, usando dinheiro público  R$ 5 milhões, segundo eu soube.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Claro que existe a chamada norma culta da língua, e existem normas incultas. No bairro da Mooca da minha infância, então pobre, a garotada na rua falava nós vai; pegava mal falar nós vamos. Em São Paulo, é comum comerem s e r do fim das palavras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É óbvio que ninguém deve discriminar ninguém por isso. Mas não tem cabimento colocar as duas formas de falar no mesmo plano, num livro que deveria ensinar português a jovens e adultos que estão precisamente querendo aprender a norma culta da língua. A norma inculta passaria, segundo essa visão, a ser vítima de <em>preconceito linguístico</em>, e a norma culta, um instrumento de discriminação de classes. Para aprender o português popular, eles não precisariam ir à escola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O MEC e as secretarias estaduais de educação, às vezes, deixam passar erros nos livros didáticos que distribuem. Errar é humano. O problema sério é não reconhecer o erro. Por vezes, ele deixa transparecer uma intenção política. Esse foi o caso de outro livro didático muito discutido por estes dias, que esconde acertos do governo FHC e erros de Lula. Se a moda pega Transformar a escola em agência de doutrinação política é típico de regimes totalitários. O MEC não pode compactuar com isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao livro de português: diga o que disser a autora, acho muito difícil que algum jovem tenha dúvida sobre a importância de falar e escrever bem o idioma nacional. O que eu observo por toda parte  e tenho andado pelo Brasil  é um esforço muito determinado dos jovens de aprender e usar a norma culta da língua.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na língua falada, parece que vamos bem. Encontro pessoas que não tiveram chance de completar o ensino fundamental falando de um modo claro e correto. O rádio e principalmente a televisão contribuem muito para isso, difundindo um padrão nacional de português pelos quatro cantos do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na língua escrita, ainda temos dificuldades. Às vezes, em cartas e-emails que recebo ou em comentários que leio na web, noto que o conteúdo é consistente, o raciocínio é bem articulado, mas há tropeços de ortografia e gramática.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nossos jovens têm direito de aprender a falar e escrever um bom português, como parte de uma educação que os prepare para o trabalho e para a vida. O MEC, entre todas as instituições, é o último que poderia tergiversar sobre isso.</p>
</div>
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