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	<title>Arquivos Violência | José Serra</title>
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	<title>Arquivos Violência | José Serra</title>
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		<title>Sobre armas e estampidos</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2019 18:42:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O crime tem múltiplas causas, todas difíceis de abordar. Soluções são igualmente complexas JOSÉ SERRA*, O Estado de S.Paulo 23 de maio de 2019 &#124; 03h00  Em janeiro, o presidente...</p>
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<h1 class="n--noticia__title "><em>O crime tem múltiplas causas, todas difíceis de abordar. Soluções são igualmente complexas</em></h1>
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<div class="n--noticia__state-title">JOSÉ SERRA*, O Estado de S.Paulo</div>
<p>23 de maio de 2019 | 03h00</p>
</div>
</div>
<div class="box center-xs no-margin"> Em janeiro, o presidente Bolsonaro assinou decreto que facilitou a posse de armas. A posse permite manter arma em casa ou outra propriedade, como um comércio. Mais recentemente, em 7 de maio, editou um segundo decreto, dessa vez liberando o porte, até mesmo de fuzis. Note-se que o significado da permissão do porte de armas vai bem além da posse, ao dar direito de andar armado ao cidadão que obtiver licença. Ontem, novo decreto abrandou a versão anterior.</div>
<div class="box center-xs no-margin"></div>
<div class="n--noticia__content content">
<div class="banner-in-content">Essas decisões são coerentes com a campanha eleitoral do presidente. De fato, a liberalização da posse e do porte de armas de fogo foi uma de suas mais marcantes promessas de campanha. A coerência, entretanto, não é necessariamente virtuosa quando insiste no erro. O aumento da criminalidade no Brasil não será resolvido expandindo o porte de armas, mas, principalmente, tornando mais provável a punição dos criminosos.</div>
<p>Um debate longuíssimo – e ainda inconclusivo – sobre o tema tem se desenvolvido nos Estados Unidos há mais de 20 anos. Quais serão os efeitos sobre a criminalidade da disseminação do porte de armas?</p>
<div class="limite-continuar-lendo">Em 1997, os pesquisadores John Lott e David Mustard publicaram importante artigo em que procuraram mostrar que o porte não ostensivo de arma (quando o cidadão pode andar armado, mas com a arma escondida) reduzia a criminalidade. A explicação era a de que a difusão do porte intimidaria os criminosos, pois eles saberiam que a vítima poderia antecipar-se ou revidar. O artigo foi, possivelmente, o trabalho mais influente em termos de políticas de segurança pública nos EUA. Hoje, 16 Estados liberam o porte não ostensivo sem nenhuma restrição; 26, por meio de licença automática (se preenchidos os critérios legais); e 8, mediante licença condicional. Nenhum dos 7 Estados que vedavam o porte em 1997 mantêm a proibição.</div>
<p>O maior antagonista de Lott e Mustard tem sido o pesquisador Richard Donohue, que publicou várias contestações ao trabalho da dupla. Em artigo recente, Donohue e outros procuraram demonstrar que a liberação do porte leva ao aumento de até 13% dos crimes violentos dez anos depois de adotada. Já os críticos de Donohue, como o pesquisador Gary Kleck, consideram que seus argumentos são frágeis, na medida em que ele não explica por que o aumento da criminalidade seria provocado pela liberação do porte. A criminalidade dos portadores não ostensivos seria praticamente nula e, portanto, não poderia explicar aumento da criminalidade geral.</p>
<p>E no Brasil? Qual será o impacto da permissão para o porte de armas? Argumenta-se que a medida poderá ser inócua ou mesmo contraproducente. A razão principal para isso seria o efeito surpresa, que quase sempre dá vantagem ao criminoso. Ainda que esteja armado e tenha habilidade, um cidadão comum tem pouca chance de neutralizar um assaltante. E isso vale também para policiais – altamente preparados para manusear armas –, que pouco podem fazer diante de um ataque de surpresa, como demonstra o elevado número de agentes assassinados.</p>
<p>Mas se armar a população não seria a saída para a nossa grave crise de segurança, que soluções outras poderiam ser propostas? Em primeiro lugar, é preciso reduzir a sensação de impunidade. A melhor criminologia contemporânea, muito influenciada pelo trabalho do economista Gary Becker, aponta que a certeza da punição, mais do que a severidade da pena, é o que efetivamente detém o criminoso.</p>
<p>Veja-se o caso de São Paulo: desde 1999 a taxa de encarceramento triplicou, enquanto a taxa de homicídios dolosos foi reduzida a menos de um terço do que era, caindo de 35 por 100 mil para aproximadamente 10 por 100 mil. O caso paulista demonstra que o aumento da taxa de encarceramento inequivocamente reduz a criminalidade. Além do efeito dissuasório sobre outros criminosos, o encarceramento incapacita o criminoso de cometer novos ataques.</p>
<p>No Brasil, temos várias causas para a impunidade, sendo duas as principais. Por um lado, nossas leis de execução penal, em muitas situações, anulam na prática as sentenças – como a progressão de regime a partir do cumprimento de um sexto da pena. Por outro, nossos sistemas de investigação, com poucas exceções, são ineficientes e defasados. Estudo da Agência Lupa mostra que apenas 6,5% dos homicídios dolosos cometidos em 2016 foram elucidados. Essa insuficiência investigativa leva à impunidade.</p>
<p>Outro elemento indispensável à diminuição da impunidade exigiria estabelecer um novo tratamento – mais duro – para os crimes violentos cometidos por adolescentes, aliás, objetivo de projeto de lei de minha autoria que tramita agora na Câmara.</p>
<p>É também preciso combater o poder do crime organizado sobre o sistema carcerário, que propicia o recrutamento, ainda que involuntário, de milhares de ex-presidiários e seus familiares para a engrenagem do crime. Para isso é necessário expandir a rede penitenciária federal e seus recursos humanos e logísticos.</p>
<p>Por último, não podemos esquecer que o tráfico de drogas é uma porta de entrada para o crime. Alguns acreditam que a liberação do uso de alucinógenos, como fez o Uruguai com a maconha, seria a solução para desvincular os usuários dessas redes criminosas. Segundo esse raciocínio, a criminalidade se reduziria por falta de demanda. Parece uma ilusão. A liberação de um tipo de droga não acaba com o tráfico, no máximo o desloca para outros tipos ainda proibidos. Aliás, a criminalidade no Uruguai, uma rara ilha de paz urbana na América Latina, tem tido crescimento mesmo depois da liberação da maconha.</p>
<p>Independentemente da solidez jurídica dos vários decretos já baixados, continuariam as dúvidas sobre a eficácia do porte e se manteria a preocupação com o aumento do estoque de armas a que ele fatalmente induziria. O crime no Brasil tem múltiplas causas, todas difíceis de abordar. As soluções são igualmente complexas e requerem muito mais do que o estampido de embates políticos.</p>
<p><strong>* JOSÉ SERRA É SENADOR (PSDB-SP)</strong></p>
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		<title>Entropia exponencial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Apr 2019 15:20:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Urge reformar o sistema eleitoral, causa da fragmentação partidária que gangrena a política JOSÉ SERRA* O Estado de S.Paulo 11 de abril de 2019 &#124; 03h00 É tentador atribuir os...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Urge reformar o sistema eleitoral, causa da fragmentação partidária que gangrena a política</em></p>
<p>JOSÉ SERRA*</p>
<p>O Estado de S.Paulo</p>
<p>11 de abril de 2019 | 03h00</p>
<p>É tentador atribuir os atropelos deste início do mandato do presidente Jair Bolsonaro principalmente à sua personalidade, à inexperiência política de seus aliados ou até à heterogeneidade de concepções e de métodos dos grupos mais importantes que formam o governo. Isso tudo é verdadeiro e o enfoque é plausível, de modo que a maioria tende a jogar todo o peso dessas dificuldades nas idiossincrasias do atual governo e quase desconsidera os limites impostos por nosso disfuncional sistema político, resumido na combinação do presidencialismo com o um Legislativo pulverizado em 28 partidos, dos quais 14 não ultrapassam 5% das cadeiras na Câmara.</p>
<p>Reconhecer, como cabe, e como considero, que parte da instabilidade atual é de fabricação própria do governo Bolsonaro não deveria obscurecer o fato de que as dificuldades de formação de maiorias programáticas seriam inevitáveis qualquer que fosse o governo, em razão do nosso desagregador modelo eleitoral e partidário.</p>
<p>O que a maioria dos brasileiros espera e exige? A retomada do desenvolvimento econômico, com mais e melhores empregos, ao lado de drástica redução nos índices de violência.</p>
<p>Nenhum passo importante será dado na direção do desenvolvimento sustentado sem um forte ajuste fiscal. Nossa situação fiscal é patologicamente injusta. A carga tributária é elevada para um país emergente, além de mal utilizada. Os investimentos públicos minguaram, a nossa infraestrutura decadente não permite aumentos sistêmicos de produtividade e a política fiscal beneficia os mais ricos. Os salários do funcionalismo público não têm relação alguma com a produtividade e os regimes de previdência dos servidores não têm sustentabilidade atuarial. Em resumo, transformaram-se em instrumentos de concentração de renda.</p>
<p>Nos esforços de redistribuição de renda, as transferências governamentais acabaram perdendo o foco. O Bolsa Família, um programa verdadeiramente voltado para quem mais precisa, gasta pequena fração de outras transferências – como os benefícios de prestação continuada e aposentadoria rural –, que, embora meritórias em sua concepção original, têm sido vítimas de fraudes e de critérios inadequados de acesso.</p>
<p>Ufa! Criou-se hoje um quase consenso quanto à necessidade prévia ou simultânea de uma reforma substantiva da Previdência para desatar esses nós. Fala-se menos, no entanto, de outra condição imperativa: a criação de espaço para o aumento do investimento público e privado, com redução dos juros. O Brasil investe atualmente medíocres 16% do PIB, uma taxa muito menor que a de países já desenvolvidos, como Suécia (22%), França (22%) ou Coreia do Sul (31%).</p>
<p>Tornou-se inadiável também o enfrentamento do problema da segurança pública. Em 2016 a taxa de homicídios por 100 mil habitantes ultrapassou a marca de 30, segundo a última edição do Atlas da Violência. Das 50 cidades mais violentas do mundo, 14 são brasileiras, conforme estudo da ONG mexicana <em>Seguridad, Justicia y Paz</em>. E, de forma preocupante, o crime organizado espalhou-se por todas as regiões do Brasil.</p>
<p>O combate à violência e ao crime organizado demanda ações em várias frentes, incluída a esfera legislativa. Nossas leis têm numerosas brechas que incentivam a impunidade. E a impunidade é, isoladamente, a causa mais importante dessa espiral de violência.</p>
<p>Diante desses desafios formidáveis, que requerem amplo consenso, temos um sistema político fragmentado, incapaz de formar maiorias e competentíssimo para opor vetos. A situação vem piorando a cada eleição. Um indicador do grau de fragmentação parlamentar é o número de “partidos efetivos”, proposto pelos pesquisadores Laakso e Taagepera. Esse número não se confunde com o de partidos formalmente representados no Parlamento, mas é uma medida abstrata do grau de fragmentação parlamentar. Quanto maior o número de partidos efetivos, mais difícil a formação de maiorias e mais decisivo é o papel dos partidos menores.</p>
<p>Nas eleições de 1998 esse indicador foi de 7,1, em 2014 subiu para 13,4 e nas últimas eleições chegou a inacreditáveis 16,5. Quanto maior o número de partidos, maior o poder de barganha dos pequenos partidos e mais incentivo à criação de mais agremiações. Uma entropia exponencial.</p>
<p>Esse processo é causa relevante da contínua corrosão da nossa situação fiscal. Grupos de interesses particularistas conseguem arrancar concessões que, somadas, acabam por erodir as finanças públicas. Em contrapartida, torna-se extremamente custoso negociar maiorias – especialmente em pautas controversas – indispensáveis para um ajuste fiscal que se baseie em revisão de despesas, e não em aumento de receita.</p>
<p>A situação atual é mais desse mesmo cenário paralisante. O governo Bolsonaro parece ter dificuldades crescentes para arregimentar a maioria necessária à reforma da Previdência. Se tiver de ampliar demasiadamente as concessões táticas que lhe permitam formar maioria, a reforma será diluída e não atingirá os objetivos mínimos pretendidos.</p>
<p>É por essa razão que vejo como inadiável uma reforma política para valer. Não para resolver um impasse imediato, o que seria impraticável, mas para refazer o futuro, sem prejudicar os mandatos atuais, do presidente e dos parlamentares. Uma reforma profunda, mas pontual, indo à causa essencial da fragmentação que está gangrenando a política no Brasil: o sistema eleitoral. É preciso mais do que nunca adotar o voto distrital misto, que barateia eleições e permite amplitude ideológica ao Parlamento, dando voz a minorias relevantes, mas que não obsta a formação de maiorias programáticas.</p>
<p>Que as dificuldades políticas atuais sirvam ao menos para, já nas eleições de 2022, adotarmos um sistema eleitoral baseado nessa reforma, livrando o País da entropia política que o está devorando.</p>
<p>* JOSÉ SERRA É SENADOR (PSDB-SP)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Artigo no Estadão: &#8220;Um SUS para a segurança pública&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 May 2018 15:33:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um SUS para a segurança pública Investimento em inteligência, informação e planejamento é a resposta ao crime O Estado de S.Paulo 24 de maio de 2018 Os elevados índices de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um SUS para a segurança pública</strong></p>
<p><em>Investimento em inteligência, informação e planejamento é a resposta ao crime</em></p>
<p>O Estado de S.Paulo<br />
24 de maio de 2018</p>
<p>Os elevados índices de criminalidade são uma das maiores preocupações atuais dos brasileiros. Embora a sensação de insegurança não se esgote na efetiva prevalência dos delitos – um importante fator psicossocial também influencia na percepção da violência –, é inegável que o problema é gravíssimo. No caso dos homicídios, a média brasileira se aproxima de 30 mortes ao ano por 100 mil habitantes, três vezes o limite aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera epidêmicos níveis superiores a 10 por 100 mil habitantes/ano.</p>
<p>Preocupam o poder do crime organizado e a extrema violência e audácia dos criminosos. Não é por menos que, em 2016, 437 policiais foram assassinados no Brasil, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No Estado do Rio de Janeiro, no mesmo ano, foram mortos 2,3 policiais por mil, um índice inaceitável sob qualquer perspectiva. Recentemente tivemos o episódio de um ataque a mães e alunos de uma escola de crianças, em Suzano, que, felizmente, não teve mortos e feridos entre as vítimas. Culminou com a morte do agressor.</p>
<p>De fato, o problema da segurança vem se revelando um desafio à própria democracia no Brasil. Na esteira do recrudescimento da violência cresce a tentação de ideias de cunho autoritário, que propagam a falsa noção de que existiria incompatibilidade entre a repressão ao crime e as garantias individuais – o mais fundamental pressuposto do Estado Democrático.</p>
<p>Para complicar ainda mais, setores da esquerda, embora minoritários, ainda mantêm resquícios das confusas elucubrações marcusianas dos anos 60 e 70, que viam a criminalidade como uma variante da luta de classes e, espantosamente, um repositório de virtudes emancipatórias. Felizmente, também na esquerda o crime é cada vez mais visto como o que realmente é: uma expressão da barbárie, uma ameaça à vida e à civilização.</p>
<p>Nunca é demais lembrar que no Brasil e na América Latina as grandes vítimas da criminalidade são os mais pobres, que habitam as regiões mais violentas e são oprimidos por traficantes e milicianos. Na maioria, as vítimas de assassinatos são jovens negros.</p>
<p>Coibir o crime e combater a criminalidade devem ser prioridade absoluta, principalmente porque a redução drástica da criminalidade, em curto prazo, será uma das conquistas mais desejadas pelos setores mais pobres e desprotegidos da nossa população.</p>
<p>Nessa área é preciso ter a coragem de enfrentar preconceitos mal informados. Até por que, se nós não enfrentarmos esses dilemas, essas demandas se transformarão cada vez mais em bandeira dos extremistas.</p>
<p>Outra frente importante de ação na segurança pública é o combate duro e inflexível ao crime organizado – não com populismo nem desrespeitando os direitos humanos, mas investindo maciçamente em inteligência e tecnologia. Basta lembrar que as facções conseguem manter suas redes de comando e hierarquia em livre comunicação dentro e fora dos presídios.</p>
<p>Os instrumentos legais hoje disponíveis são insuficientes para combater o crime organizado em sua complexa configuração atual. O Congresso deu um passo importante para superar essa situação. O Senado acaba de aprovar o Projeto de Lei da Câmara n.º 19, de 2018, que cria o Sistema Único de Segurança Pública, com clara inspiração no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>O diagnóstico que levou à aprovação desse projeto é exatamente o de que o combate ao crime organizado se faz com o uso de inteligência, o compartilhamento de informações e o aprofundamento da cooperação e da coordenação entre os vários órgãos de segurança pública, nos três níveis da Federação. O crime sofisticou-se, organizou-se e criou redes hierárquicas nacionais – em alguns casos, até com ramificações internacionais. A resposta do Estado para derrotá-lo é investir em inteligência, informação e planejamento.</p>
<p>O projeto cria condições para atingir esses objetivos, principalmente pela previsão de planos nacionais de segurança pública e defesa social, que estabelecerão as estratégias coordenadas, as metas, os indicadores e as ações para o alcance desses objetivos.</p>
<p>Por questões históricas, nossas forças de segurança subnacionais não têm uma coordenação central, mesmo nos Estados, pois são organizadas em Polícias Militares e Polícias Civis. Isso sem contar outros órgãos de segurança pública, como as guardas municipais e o sistema de administração prisional.</p>
<p>Bancos de dados nacionais, incluindo informações cruciais para elucidação de crimes, como os de material genético e de rastreabilidade de armas e munições, serão estabelecidos e vão operar segundo regras estritas de segurança, confiabilidade e garantia de privacidade dos cidadãos.</p>
<p>Além da coordenação das ações e do compartilhamento de informações e dados, a proposta cria mecanismos de avaliação das forças de segurança, para mensurar objetivamente sua eficiência. Isso tornará possível a correção de rumos e a aplicação mais racional dos recursos. Se não forem eficientes, os órgãos públicos não serão capazes de garantir à população a segurança que merece e é obrigação fundamental do Estado.</p>
<p>A nova lei é suficiente? Claro que não. Um problema tão grave não se resolve com uma só medida, ainda mais de cunho legislativo. O investimento na segurança deve aumentar, o que não é fácil em meio às atuais restrições fiscais. A grande deficiência que vejo hoje no combate ao crime é a débil vigilância de nossas fronteiras. Se não fecharmos os circuitos de entrada e distribuição de armas, drogas e mercadorias contrabandeadas, o combate local continuará uma penosa e inútil operação de enxugar gelo.</p>
<p>Finalmente, deve-se dar especial atenção aos circuitos financeiros ilegais que alimentam o poder do crime organizado. Se não cortarmos esse oxigênio, o monstro continuará respirando.</p>
<p><strong>José Serra (Senador &#8211; PSDB/SP)</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Artigo: Hora de mudar o ECA</title>
		<link>https://www.joseserra.com.br/hora-de-mudar-o-eca/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=hora-de-mudar-o-eca</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 13:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ECA]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Criança e do Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Estado de S. Paulo, 25 de abril de 2013 Em novembro de 2003 um casal de namorados foi sequestrado por um bando quando acampava num sítio na Grande São...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Estado de S. Paulo, 25 de abril de 2013</em></p>
<p>Em novembro de 2003 um casal de namorados foi sequestrado por um bando quando acampava num sítio na Grande São Paulo. Felipe, de 19 anos, foi morto com um tiro na nuca no dia seguinte. Liana, de 16, foi estuprada, torturada e assassinada no quinto dia, com 15 facadas.</p>
<p>Um dos bandidos, o Champinha, de 16 anos, foi internado na Fundação Casa, onde poderia passar, no máximo, três anos, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas a Justiça, diante de laudos psiquiátricos, não permitiu que ele fosse posto em liberdade quando esse período se encerrou. Em 2007 Champinha conseguiu fugir, mas foi recapturado. Um juiz impediu, porém, que ele fosse transferido para a Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, pois conviveria com detidos adultos, embora, àquela altura, ele já tivesse 20 anos, dois acima do limite da maioridade penal. Mas era impossível interná-lo num dos hospitais públicos, que não dispõem da contenção física necessária para pacientes psiquiátricos perigosos. Preparamos, então &#8211; eu era governador -, uma unidade especial de saúde para poder recebê-lo. Hoje, há seis internados nesse local.</p>
<p>Um procurador federal, pasmem, acaba de entrar com ação pedindo o fechamento dessa unidade e a entrega dos internos a hospitais. Imaginem como seria a internação de Champinha e dos outros na ala psiquiátrica de um hospital comum. Na verdade, se prevalecer, a ação do procurador implicará soltar esses internados perigosos, que só teriam de receber acompanhamento ambulatorial.</p>
<p>O episódio ilustra, de modo emblemático, a necessidade de alterar a legislação vigente para dirimir dúvidas e fixar critérios que combinem, com mais clareza, os direitos humanos dos infratores e a segurança da população, que, ainda que alguns se surpreendam, também é um direito humano &#8211; e de pessoas que não infringiram lei alguma. A interdição dessas mudanças e até do debate é liderada pelo governo federal e pelas bancadas do PT no Congresso, por oportunismo político e ideológico.</p>
<p>Há outros temas que envolvem o assunto, como a maioridade penal. O artigo 228 da Constituição estabelece que são penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, que devem sujeitar-se a legislação especial. Mas a eventual mudança desse artigo é improvável, dadas a politização do assunto, a dificuldade de alterar a Constituição e também do debate sobre se esse ponto é ou não cláusula pétrea, que, portanto, não pode ser objeto de emenda. Há, porém, um caminho mais curto, eficaz e viável para punir os crimes violentos praticados por jovens que têm plena consciência dos seus atos. É a mudança do § 3.º do artigo 121 do ECA, que estabelece que, &#8220;em nenhuma hipótese, o período de internação excederá a três anos&#8221;. Esse trecho da lei permitiu, por exemplo, que fosse posto em liberdade em fevereiro de 2010 um adolescente que integrou o bando que, num carro, arrastou e matou uma criança no Rio, três anos antes. É o que vai acontecer com o rapaz que recentemente matou o estudante Victor Deppman, em São Paulo. O assassino completou 18 anos três dias depois do crime.</p>
<p>Opositores da mudança do prazo máximo de internação consideram meramente &#8220;oportunistas&#8221; as iniciativas a respeito motivadas por algum crime recente. Nada mais falso: o tema vem sendo debatido no Congresso há 13 anos, a partir de um projeto de lei do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). Outros parlamentares apensaram propostas, como os líderes do PSDB Jutahy Magalhães (em 2003) e Carlos Sampaio (em 2013). A ex-deputada Rita Camata, a grande relatora (e desde então a maior defensora) do ECA em 1990, apresentou um projeto, dez anos depois, prevendo a ampliação dos prazos de internação nos casos de crimes hediondos e ligados ao tráfico de entorpecentes. O governador Geraldo Alckmin fez a defesa dessa ampliação, reiterada este ano, quando relançou o debate e encaminhou proposta, por meio de Sampaio. Em fevereiro de 2007, quando governador, publiquei artigo na Folha de S.Paulo defendendo a proposta de ampliação do prazo máximo para dez anos, preparada pelo então secretário de Justiça, Luiz Marrey. Acolhida pelos governadores do Sudeste, foi por eles logo apresentada aos presidentes da Câmara e do Senado.</p>
<p>Outro argumento contrário à alteração do ECA enfatiza que os jovens que cometeram crimes hediondos são minoria entre os infratores. E daí? A morte de apenas uma pessoa, já se disse, nos diminui. O assassinato nos ofende. E a garantia da impunidade, por força da lei, nos humilha. Ora, leis contra o crime punem mesmo é a minoria criminosa, ou seria impossível viver em sociedade. A punição dos que violam o pacto democrático é condição necessária para que o comportamento indesejável não se multiplique.</p>
<p>Diz-se ainda que só políticas sociais oferecem uma resposta adequada. Trata-se de preconceito inaceitável contra os pobres. Qual é a inferência? Que sua condição social os predispõe à violência? Mais ainda, vamos dizer às pessoas que aceitem, estoicamente, a morte violenta de seus filhos, maridos, mulheres e namorados enquanto não alcançamos uma sociedade desenvolvida e igualitária?</p>
<p>É natural e saudável que a comoção causada por eventos trágicos nos leve a refletir e cobrar providências, evidenciando a omissão do governo federal e a resistência dos petistas em fazer o óbvio. Políticas sociais, educacionais e de juventude são urgentes, mas não bastam para impedir a violência. A questão deve ser tratada com racionalidade e responsabilidade. Os brasileiros não podem ser reféns &#8211; e vítimas passivas &#8211; de disputas de caráter ideológico. A população não quer saber de dogmas ou se uma ideia é rotulada como &#8220;de esquerda&#8221; ou &#8220;de direita&#8221;. Quer o combate à violência escandalosa que há no País. Criar uma oposição entre a segurança pública e a defesa dos direitos humanos é uma trapaça intelectual. Se o governo resiste, o Congresso tem de se lembrar que é ele, por excelência, o Poder que representa a vontade do povo.</p>
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		<title>Artigo: O mapa do crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Dec 2012 16:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crime]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem, foi divulgado o Mapa da Violência 2012, com base em informações dos ministérios da Saúde e da Justiça.  Faltam atualizações e há diferenças de critérios em relação a outras...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, foi divulgado o Mapa da Violência 2012, com base em informações dos ministérios da Saúde e da Justiça.  Faltam atualizações e há diferenças de critérios em relação a outras medições  disponíveis, mas esse mapa proporciona, sem dúvida, um panorama útil do que aconteceu na área da violência homicida no Brasil na década passada (2000-2010). São 240 páginas. Este é o link.</p>
<p>O dado mais relevante é a estagnação do número de homicídios por 100 mil habitantes, em torno de 26,5. Outro dado essencial é a heterogeneidade da evolução dessa taxa por estados ou regiões. O aumento mais forte ocorreu na regiões Norte e Nordeste. No Sul, a situação piorou; no Centro Oeste, estagnou; e no Sudeste, exibiu uma queda acentuada.</p>
<p>A heterogeneidade se manifesta dentro das mesmas regiões. Por exemplo, no Norte, a queda foi acentuada  em Roraima. Dentro do Nordeste, a situação de Pernambuco melhorou bastante; no Centro Oeste,  a grande queda da taxa de homicídios foi  no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. No Sudeste, o quadro piorou no Espírito Santo e Minas, mas São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram a maior redução de homicídios do país entre 2000 e 2010:  67 e 49%, respectivamente.</p>
<p>Segundo dados do mapa, Santa Catarina continua sendo o estado de menor taxa de homicídios do Brasil, seguida do Piauí, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul.</p>
<p>Note-se que, apesar da queda observada em São Paulo, cuja média corresponde à metade da brasileira, o nível registrado pelo Mapa da Violência para o estado em  2010 &#8211; 13,9 % &#8211;  é superior à estimativa oficial &#8211; que mostra números abaixo de 10%. Aí entram questões metodológicas e de atualização, pois os dados de 2010 do mapa são provisórios.</p>
<p>Outro panorama importante é o das  capitais, cuja taxa média de homicídios é um terço superior à do conjunto do país. No entanto, impressiona a queda das taxas nas cidades  de São Paulo e Rio de Janeiro, de 80 e 57 %, respectivamente. Por isso, o município paulista, que era a quarta capital com maior índice de homicídios, passou a ser o de menor taxa do Brasil, seguida de Campo Grande, Palmas, Florianópolis e Rio de Janeiro.</p>
<p>Conheço melhor, evidentemente, as razões por trás da forte queda da taxa de homicídios em São Paulo. Essencialmente, a base comum de dados das duas polícias, o diagnóstico e o planejamento das ações policiais em todo o estado, os investimentos continuados em transporte, tecnologia e inteligência, o maior índice de prisões  de criminosos, a qualidade dos sistemas de formação e treinamento dos policiais, a &#8220;despartidarização&#8221; crescente dos sistemas de alocação e promoção de pessoal e  as ações sociais desenvolvidas entre prefeituras e governo do Estado com instituições não governamentais.</p>
<p>A parceria do poder público com a sociedade na campanha de desarmamento e em ações sociais dirigidas às comunidades mais vitimizadas teve seu melhor exemplo no caso do Jardim Ângela: bairro da periferia da capital que chegou a ser estigmatizado como o local mais violento do mundo &#8211; com taxas acima de 100 homicídios por 100 mil habitantes  e que hoje ostenta a taxa de 15%, muito abaixo da média brasileira.</p>
<p>Por último e não menos importante, há o fator da continuidade (sem continuísmo&#8230;) da política estadual de segurança, que tem rumo; por isso permite eliminar de forma gradual e constante os principais pontos de estrangulamento da qualidade do sistema. Apesar de que muito foi feito, há ainda muito por fazer. Mas as melhoras obtidas criam, sem dúvida,  a possibilidade de um círculo virtuoso, a ser aproveitado pelos governantes.</p>
<p>Volto amanhã às questões nacionais da segurança, que envolvem o desempenho e as tarefas das autoridades federais.</p>
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		<title>O emblema da impunidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 17:12:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi no meu gabinete de senador, em 1997, que conheci a médica Ceci Cunha, levada pelo meu então colega Teotônio Vilela. Tratava-se de uma simples visita. Ela tinha sido a primeira mulher eleita deputada federal por Alagoas, em 1994. Era do PSDB.</p>
<p>Seu trabalho parlamentar se orientava por dois compromissos: fortalecimento das políticas sociais voltadas à saúde e à educação e apoio ao desenvolvimento do seu estado e do agreste alagoano, pois fora eleita pelo maior município da região: Arapiraca.</p>
<p>A conversa foi agradável e começou de forma divertida, com o Teotônio dizendo que a estava trazendo para conhecer um paulista importante e que a ajudaria nas suas lutas para levar apoio e iniciativas a Arapiraca.</p>
<p>Eu respondi mais ou menos assim: &#8220;Olhe, Ceci, isso é conversa do senador. Em São Paulo, eu não sou da classe dominante. Aqui no Senado, não sou o líder do meu partido, não participo da Comissão de Orçamento nem sou tão popular como o Téo entre os colegas. Ele só está querendo impressioná-la. Mas eu é que vou lhe pedir ajuda para meus projetos que estão na Câmara&#8230;&#8221; Caímos os três na risada.</p>
<p>Dedicamo-nos, em seguida, a conversar sobre Alagoas, sua terrível situação financeira na época, e sobre o agreste, seus dramas e seu potencial inexplorado. Falei-lhe um pouco dos projetos que desenvolvi para o Nordeste no tempo em que chefiara o Ministério do Planejamento, como o Pró-Água e o Prodetur, mas sobretudo procurei aprender sobre seu estado e sobre os serviços da saúde, cuja realidade ela tão bem conhecia.</p>
<p>Pois não é que, no dia 31 de março de 1998, assumi o Ministério da Saúde, meta que nunca havia passado por minha cabeça? É evidente que o Teotônio Villela tivera alguma premonição ao apresentar-me a deputada e ginecologista do agreste alagoano.</p>
<p>Acolhi-a rapidamente no ministério, sabendo que iria receber diagnósticos e propostas confiáveis. Torci por sua reeleição, que era naquele ano, e a encontrei depois, feliz da vida, e vindo cobrar o atendimento de reivindicações pendentes.</p>
<p>Mas foi a última vez que a vi. De forma estúpida e cruel, ela foi simplesmente fuzilada na noite do dia da diplomação dos eleitos, 16 de dezembro. Além dela, foram assassinados seu marido, seu cunhado e a mãe do seu cunhado, todos na varanda da casa de sua irmã, que ela fora visitar.</p>
<p>Tratou-se de uma execução, ordenada pelo primeiro suplente de deputado, que desejava assumir como titular. Enviou três capangas.</p>
<p>Ele assumiu mesmo o mandato, mas foi rapidamente cassado pela Câmara Federal, em 7 de abril de 1999, tornado inelegível e preso no dia seguinte. Mas conseguiu sair em março de 2000, passando, junto com os capangas, a responder pelo processo em liberdade, apesar de todas as evidências de culpa.</p>
<p>Pois bem, o julgamento será agora, nesta segunda-feira, 16 de janeiro de 2012, no Fórum da Justiça Federal do estado.</p>
<p>O que aconteceu desde a chacina constitui um caso apropriado didático para cursos de direito: como assassinos podem conseguir ser julgados em primeira instância somente treze anos depois do seu crime!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A culpa por esse absurdo não é dos juízes nem dos procuradores de justiça. É da legislação que favorece a impunidade. Discussões sobre qual seria a Justiça competente, a federal ou a estadual, e recursos interpostos sem fim, arrastaram o caso até agora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já houve oito decisões de enviar os criminosos para o júri, sempre adiadas pelo uso e abuso de recursos e manobras. E vejam só: a decisão será de primeira instância, cabendo recurso a tribunais superiores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas a definição dos jurados de Maceió é fundamental para que, em breve, os dois filhos do casal possam exclamar: justiça foi feita!</p>
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		<title>Droga: Demanda e preconceitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 14:15:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Governador]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<header><em>21/06/2011</em></p>
</header>
<div class="clearfix">
<p>Durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso (1995/2002), ocupei o ministério da Saúde por quase quatro anos. Com o apoio do presidente, além de reforçar bastante as ações que estavam em andamento, promovemos algumas inovações  entre estas, a ofensiva no combate ao tabagismo no país. Proibimos a propaganda de tabaco, sempre enganosa; impusemos fotos de advertência nos maços de cigarros; fizemos campanhas de esclarecimento nas TVs e nas rádios; fizemos, enfim, uma mobilização  que contou com o apoio da imprensa porque a causa, obviamente, era boa; dizia respeito ao bem comum e à saúde dos brasileiros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não há números precisos, mas boas indicações de que o crescimento do consumo de cigarros foi desacelerado.  Tornou-se mais difícil para a indústria do fumo recrutar clientes entre os jovens.  Mais do que isso: desenvolveu-se uma espécie de consciência social a respeito dos perigos desse vício para a saúde. Posteriormente, quando governador de São Paulo, fiz aprovar a lei que proíbe o fumo em recintos públicos fechados, incluindo bares e restaurantes. Tanto já havia aquela consciência que a medida foi rapidamente bem sucedida e se disseminou por todo o país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faço essa memória com o propósito de insistir na necessidade de uma forte e amplíssima campanha educacional contra o consumo de drogas. No Brasil, há cerca de 1 milhão de pessoas, especialmente as mais jovens, usuárias do crack ou óxi, drogas que as levam à decadência e  à morte, além do  sofrimento e degradação que impõem às suas famílias. Você quer ter uma ideia mais concreta sobre essa realidade?  Leia a reportagem As Mães Reféns do Crack, publicada nesta semana pela revista Veja.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A luta contra as drogas exige cortar tanto a oferta como a demanda desses produtos. No Brasil, porém, a exemplo de outros países, as ações estão mais concentradas do lado da oferta, que deve, sim, ser combatida. Mas faltam ações decididas do lado da demanda, criando-se uma consciência maior, principalmente entre os jovens, sobre a natureza terrível da dependência química. Falando com clareza: é preciso estigmatizar não o consumidor do crack, mas o consumo do crack.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para isso tudo, é preciso ter lucidez, convicção e vontade política a respeito do assunto  atributos que parecem escassos nos órgãos federais competentes. Trata-se da mesma escassez que compromete as ações de tratamento e recuperação dos dependentes químicos, outro capítulo essencial da batalha contra as drogas  que, no Brasil, é ainda incipiente. Além de complexas, tais ações têm sido também dificultadas, por incrível que pareça, por estranho preconceito ideológico. Lembro-me da inauguração de uma clínica de tratamento e recuperação, criada pelo governo de São Paulo, localizada num município cuja prefeitura é do PT: o próprio prefeito criticou a iniciativa. Diga-se de passagem, o ministério da Saúde não repassou recursos do SUS para essa e outras clínicas, nem tampouco para as comunidades terapêuticas de todo o Brasil.</p>
</div>
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		<title>As fronteiras abertas da América Latina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 14:16:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<header>
<p class="small"><em><time>20/06/2011</time></em></p>
</header>
<div class="clearfix">
<blockquote><p><em>Nos 1.644 quilômetros que separam o Brasil da Colômbia (&#8230;) há apenas uma delegacia da Polícia Federal e um posto do Fisco. Ambos ficam em Tabatinga. São 33 agentes da PF, um para cada 49 quilômetros de fronteira. O efetivo da Receita Federal é ainda menor. Apenas uma inspetora está incumbida de fiscalizar toda a divisa com a Colômbia. Nos 2.995 quilômetros que marcam a linha entre o Brasil e o Peru, há três postos da Polícia Federal ? cada um com dois agentes ? em Santa Rosa do Purús, Marechal Thaumaturgo e Assis Brasil, três municípios do Acre. Para controlar o contrabando, um deles teria de patrulhar 499 quilômetros de fronteira todos os dias. Nem sequer um metro é fiscalizado.</em></p></blockquote>
<p>Esse é um trecho do relato de um repórter da <a href="http://bit.ly/fronteir4s">Veja</a>, Bruno Abbud, que percorreu 17 municípios do Amazonas e do Acre, nas fronteiras com a Colômbia e o Peru. Além das mercadorias e da madeira extraída ilegalmente no Brasil, por essas fronteiras passa livremente o contrabando de drogas e armas, base do crime organizado em nosso país.</p>
<p><a href="http://bit.ly/fronteir4s">Vale a pena ler.</a></p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>A educação e a droga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 14:25:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Droga]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>03/06/2011 Franca é uma cidade industrial do interior de São Paulo, relativamente próspera e bem administrada pela prefeitura, como pude comprovar ao longo dos últimos anos. Pois bem, um levantamento...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header>
<p class="small"><em><time>03/06/2011</time></em></p>
</header>
<div class="clearfix">
<p>Franca é uma cidade industrial do interior de São Paulo, relativamente próspera e bem administrada pela prefeitura, como pude comprovar ao longo dos últimos anos. Pois bem, um levantamento simples do Conselho Tutelar de lá mostra a complexidade do problema da droga no Brasil: 40% dos estudantes que largam a escola estão envolvidos com o uso de drogas! Como apontou nesta semana o jornal AGORA, esses jovens têm de 12 a 16 anos, são alunos do ensino fundamental, quase todos usuários do crack. Segundo a presidente do Conselho, o crack tira o adolescente da escola por semanas e, às vezes, não o deixa voltar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O combate à droga prometido pelo governo Lula nunca passou dos anúncios eleitorais. Na prática, pouco ou nada saiu do papel e da publicidade. Qualquer programa sério de enfrentamento da questão deveria envolver pelo menos quatro tipos de ações: repressão ao contrabando  da cocaína, guerra ao tráfico, educação da população e recuperação dos dependentes químicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quero chamar a atenção aqui para a educação. O Brasil faz muito pouco ou nada para educar as pessoas, incluindo nossa juventude, sobre o males da droga. Há experiências interessantes aqui ou acolá, mas sem grande abrangência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando ministro da Saúde, envolvi-me ativamente na educação a respeito dos males do cigarro. Proibimos a publicidade enganosa, fizemos campanhas de TV (numa delas mostrando que o caubói do Marlboro morreu de doença do pulmão causada pelo tabaco) e introduzimos, nos maços de cigarro, fotos sobre as doenças provocadas pelo tabagismo. Ou seja, concentramo-nos na mitigação do desejo das pessoas de começarem a fumar ou continuar fumando. Posteriormente, no governo de São Paulo, proibimos o fumo nos lugares públicos fechados (incluindo bares, restaurantes, lojas, etc.), iniciativa  que se generalizou no país. Tudo isso funcionou: há evidências de que o consumo de cigarros no Brasil pelo menos foi desacelerado, e que se desenvolveu uma cultura antitabagista na sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já passou da hora. É preciso  fazer uma grande ofensiva educacional de combate às drogas que transformam nossos jovens em dependentes químicos: cooperação com ONGs voltadas a esse objetivo;  campanha nas escolas, filmes, cartilhas, esclarecimentos nos jornais, revistas, internet, matérias de rádio e televisão, anúncios como matéria paga, sim, do governo. Campanha intensa e prolongada, inteligente e, acima de tudo, convicta, não envergonhada.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>A droga da antidroga</title>
		<link>https://www.joseserra.com.br/a-droga-da-antidroga/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-droga-da-antidroga</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[victorferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 May 2011 14:41:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>18/05/2011 A respeito do consumo de cocaína no Brasil, diretamente ou via crack e oxi, há pelo menos duas certezas: a) o governo federal continua achando que o problema não...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<header><em>18/05/2011</em></p>
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<p>A respeito do consumo de cocaína no Brasil, diretamente ou via <em>crack</em> e <em>oxi</em>, há pelo menos duas certezas: a) o governo federal continua achando que o problema não é tão grave;  b) seguirá fingindo que vai enfrentá-lo.</p>
<p>Essas certezas são asseguradas pela própria Secretaria Nacional Antidrogas  SENAD, cuja titular deu ontem <a href="http://bit.ly/entrevistafolhasenad" target="_blank" rel="noopener">entrevista à Folha</a>. A dose de insensatez por centímetro de texto é das mais elevadas dos últimos tempos, o que não é pouco dizer. Entre outras coisas, ela se manifesta contra as clínicas de internação e tratamento de dependentes químicos (posição tradicional do PT), minimiza o impacto da cocaína e seus derivados na população brasileira, ameniza seus efeitos sobre a saúde das pessoas, e anuncia que o governo está investindo no patrulhamento das fronteiras por onde entra a droga. Maravilha.</p>
<p>Só que o governo atual está desinvestindo no já precário patrulhamento das fronteiras, como apontei em dois textos  um<a href="http://localhost/D4G/joseserra/archives/1003" target="_blank" rel="noopener">deste site</a> e outro no <a href="http://localhost/D4G/joseserra/archives/artigo/armas-de-destruicao-em-massa">Estadão</a>. O próprio ministério da Saúde estima em 600 mil o número de usuários do crack no Brasil. Apenas em São Paulo, e de janeiro a abril deste ano, a polícia estadual apreendeu cerca de 4,3 toneladas de cocaína e crack.</p>
<p>A coisa menos insensata que decorre da entrevista é a demonstração de que o programa do governo federal de combate ao crack, anunciado melodramática e enfaticamente durante a campanha eleitoral, nunca saiu nem vai sair do papel ou das telas da propaganda televisiva.</p>
<p>Como consolo para quem leu a entrevista feita pela Folha, sugiro a leitura do excelente artigo do Roberto Pompeu na revista Piauí deste mês: <a href="http://bit.ly/piauirobertopompeu" target="_blank" rel="noopener">Do Outro Lado da Lua</a>. Ele fala do trabalho de duas clínicas de recuperação de dependentes químicos em São Paulo, uma do Estado, que inaugurei como governador, e outra do município (instalada num antigo motel), iniciativa que decorreu da nossa política de prevenção e assistência aos dependentes de drogas.</p>
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